Alvin Nathan Allen

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Alvin Nathan Allen
Nome completo Alvin Nathan Allen
Nascimento 1880
Estados Unidos
Morte 1945
Los Angeles
Nacionalidade Estadudinense
Cônjuge Luella Emily Goodrich
Filho(s) Winifred, Ana, Ester, Alvino, Lulu e Victor
Ocupação Missionário na América Latina, pastor, professor e administrador
Principais interesses Auxílio na obra Adventista
Religião Adventista do Sétimo Dia

ALVIN NATHAN ALLEN(1880-1945). Missionário na América Latina, pastor, professor e administrador.

Alvin Nathan Allen nasceu em lar adventista e recebeu educação nos colégios de Battle Creek e Union (1900-1901). Casou-se com Luella Emily Goodrich em 1901 e foram para Bay Islands e Honduras onde Luella e seus pais já atuavam como missionários. Além de ter feito o curso de odontologia em Honduras, Allen colportou, lecionou e pregou juntamente com sua esposa até 1907.

Por essa época, o casal tirou uma licença para estudar no Washington Missionary College, onde Allen pôde fazer cursos de aperfeiçoamento de medicina. Em 1908 foi ordenado e enviado ao Peru como presidente do campo, médico, missionário e dentista.

Allen sentiu desejo de trabalhar entre os indígenas e seguiu para as regiões inóspitas do Peru, a fim de conhecer aquele povo tão sacrificado que habitava em uma região de 2.000 Km2. Havia corredores íngremes distantes, muitos quilômetros uns dos outros, por entre as montanhas.

Os nativos possuíam objetos valiosos feitos de ouro e prata. Havia abundância de minérios preciosos na região, o que despertou a cobiça nos espanhóis que vieram explorar a terra e escravizar aquele povo que habitava às alturas da Cordilheira dos Andes.

Decidiu então ir ao encontro de Manuel Z. Camacho, chefe indígena; no entanto, persuadiram-no a desistir da viagem, uma vez que muitos haviam tentado e não conseguiram. Para lá chegar seriam necessários 30 a 40 homens armados para não serem mortos pelos índios.

Aconselharam-no a não perder tempo e dinheiro com os índios. Apesar do desestímulo, Allen sentiu o chamado mais forte e, dentro de poucos dias preparou o equipamento para uma penosa e longa viagem. Pediu ao Sr. Polle que o acompanhasse.

Ao chegarem a um pequeno povoado ao pé da Cordilheira, viram que à sua frente só havia trilhas nas montanhas. Tentaram conseguir guias para levá-los, mas ninguém se dispôs. Estavam sós e sabiam que não poderiam seguir adiante dado o perigo dos muitos precipícios. Um passo em falso e seria fatal e, nem sequer conseguiriam alugar animais.

Allen e Polle oraram 24 horas para que Deus esclarecesse o que deveriam fazer e que houvesse um meio para obterem contato com Manuel Camacho. Após a oração Allen sentiu que Deus lhe responderia e sentiu-se confortado. Em dado momento, anunciaram a chegada de Manuel Camacho que queria falar-lhes. Allen explicou qual eram os seus planos em relação aos índios, desejava ajudá-los suprindo suas necessidades espirituais, físicas e educacionais.

O chefe aceitou de boa vontade os empréstimos que estavam sendo oferecidos e disse que, até então, ninguém havia oferecido ajuda ao seu povo, apenas tentaram escravizá-los e explorá-los. Camacho disse-lhe que tudo o que havia sido conversado, e o modo como estavam trajados foi-lhe apresentado em um sonho.

Organizou-se, a partir daí, um trabalho educacional entre os índios com o total apoio de Manuel Camacho, seu chefe. O governo apreciou o trabalho realizado pela igreja, e posteriormente deu apoio para iniciar uma escola adventista de nível superior, que mais tarde tornou-se a Universidade União Incaica.

Allen dirigiu a Missão Cubana e depois foi presidente da Associação da Carolina do Sul (1914-1917). Assumiu a responsabilidade pelas relações de serviços da guerra, na União Sul dos Estados Unidos (1917) e foi pastor no Tennessee e Kentucky.

Três anos mais tarde foi para o México onde trabalhou entre os índios de Tehuantepec e entre os Sapotecos. Ao voltar aos Estados Unidos, organizou e dirigiu interinamente a Spanish-American Training School (Escola de Treinamento Hispano-Americana), uma escola de treinamento para falantes de língua castelhana, em Phoenix, Arizona.

Em 1926 veio para o Brasil e lecionou Bíblia no então Colégio Adventista (IAE/SP). Foi chamado para trabalhar entre os índios Carajás, Javaés, Tapirapés e Xavantes, no Rio Araguaia, Ilha do Bananal e Rio Tapirapés. Fundou e dirigiu a Missão Indígena do Araguaia (1926-1933).

No Rio Tocantins fundou uma escola independente (self-supporting). Ali havia fábrica de manteiga, máquina de beneficiar arroz, lavoura e criação de gado. Allen também fazia o trabalho de médico missionário atendendo a toda aquela região. Tratou muitas pessoas vitimadas por febre amarela, malária, febre tifóide e outras doenças tropicais. Nos Estados Unidos, salvou muitas vidas da gripe espanhola e o mesmo sucedeu na América Central e do Sul. Aplicava tratamento hidroterápico.

De seu casamento com Luella nasceram: Winifred, casada com George Floodman; Ana, falecida em 1918; Ester, casada com Carlos Renfro; Alvino Arthur, casado com Adelaide Krüger Allen; Lulu, casada com Tadlock e Victor, falecido em 1915. No ano de 1938 Allen adoeceu e retornou aos Estados Unidos. Continuou trabalhando e pregando na Flórida, Kentucky, Tennessee e Califórnia até poucas semanas antes de sua morte.

Faleceu em 1945 e foi sepultado em Redland, entre Los Angeles e São Francisco, no Estado da Califórnia, Estados Unidos.

BIBLIOGRAFIA

SDA Encyclopedia, vol. 10 1ed..(Hagerstown, MD. Review and Herald Publishing Association, 1996), 57. e informações fornecidas por Alvino Arthur Allen.