Hospital Adventista de Belém, PA

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Localização

Localiza-se na Av. Almirante Barroso, 1758, em Belém, PA. Pertence e é administrado pela União Norte-Brasileira da IASD. Contém 110 leitos, com mais de 100 médicos, 26 enfermeiras especializadas e um total de 700 funcionários. O Centro Cirúrgico, com modernas salas, tem capacidade para realizar seis cirurgias simultâneas.

Estrutura

O HAB dispõe de equipamentos moderníssimos como o Breakstone 100, que destrói os cálculos renais sem precisar de cirurgia; e o Vitriófago MVX 20, para o tratamento oftalmológico.

Diagnóstico por imagem, tomografia computadorizada, endoscopia, hemodinâmica e outros já foram inocorporados no H.A.B. O laboratório de Patologia Clínica funciona 24 horas por dia, com mais de 20 mil exames mensais.

Equipamentos como: Videoendoscopia em cores; Tomógrafo CT Sytec i; sistema Vitck para laboratório e o YAG LASER foram adquiridos. Este foi o primeiro hospital do norte a criar um Centro de Controle da Infecção Hospitalar.

O Plano Garantia de Saúde, criado há mais de 25 anos, hoje assiste a mais de 36 mil pessoas no Pará. O Hospital é o único na região que possui um banco de sangue próprio.

O Serviço de Assistência Social do Hospital, com mais de 30.000 atendimentos anuais a carentes na área de saúde, presta relevantes serviços à comunidade. O Hospital manteve, até abril de 1996, a Escola de Auxiliares de Enfermagem, que, todos os anos, formava profissionais de alto padrão.

O Hospital Adventista de Belém é fruto do espírito missionário e empreendedor do casal Leo e Jessie Halliwell, que ao chegarem à cidade de Belém, sentiram a necessidade de abrir um hospital que pudesse servir de apoio ao trabalho missionário por eles desenvolvido nas lanchas ao longo dos rios da Amazônia e que também cumprisse os objetivos da Obra médico-missionária da IASD no Brasil.

Histórico

Começaram uma pequena clínica, chamada de “O Bom Samaritano”, na Travessa Padre Eutiquio, num prédio alugado e próximo à Igreja estabelecida na cidade. O Dr. Antonio Miranda foi o primeiro diretor e o Dr. Edgar Bentes Rodrigues o sucedeu. Os resultados foram tão bons que eles logo começaram a pensar em comprar um terreno para construir o futuro hospital.

O terreno adquirido, localiza-se no Bairro do Marco, ficava bem afastado do centro da cidade, foi delimitado em abril do ano de 1949. Em meados de 1950, com as obras quase concluídas, foi chamado o médico americano, Dr. Elmer Bottsford, uma vez que o Dr. Miranda havia sido transferido para o Estado de São Paulo. Juntamente com o Dr. Günter Ehlers, o Dr. Elmer começou o trabalho no chamado Hospital Belém, sob a administração do irmão Leon Harder (1953-1956).

Foi inaugurado no dia 10 de abril de 1953, com 27 leitos, um laboratório, farmácia e uma sala de Raios X. Quase todos os funcionários eram adventistas. Dava-se preferência aos métodos naturais de tratamento, inclusive a hidroterapia. Isto fez com que, estando afastando do perímetro urbano e gozando de aprazível localização, o Hospital Belém começasse a desfrutar do interesse e bom conceito da população de Belém.

O uso de drogas como medicamentos era parcimonioso. Observava-se estritamente o regime ovolactovegetariano, com boa aceitação por parte dos pacientes que eram previamente esclarecidos das razões desta conduta.

Apesar de não haver capelão, o evangelismo tinha um papel preponderante nesta instituição que nasceu para ser missionária e uma luz para a Amazônia. Através da realização dos cultos matutinos e vespertinos e do testemunho pessoal de todos, os pacientes ficavam conhecendo um pouco da mensagem adventista. O Sábado, era um dia especial em que o trabalho se limitava ao essencial e os pacientes recebiam uma visita diferente com uma mensagem apropriada.

Os irmãos residentes no interior buscavam no Hospital o apoio médico e espiritual para suas dores. Os que possuíam recursos financeiros custeavam o seu tratamento e os que não podiam pagar, eram atendidos de igual maneira.

O Dr. Bottsford e o Dr. Ehlers foram de extrema dedicação e se desdobraram na direção como também no trabalho clínico e cirúrgico. Não havia médicos e enfermeiros adventistas suficientes. Muitos foram chamados dos Estados Unidos, mas, devido às exigências legais e dificuldades com o idioma, muitos não puderam exercer a profissão. Este foi um dos maiores problemas que o Hospital enfrentou nos seus primeiros anos.

Em 1956, o Dr. Bottsford (1953-1955) retornou aos Estados Unidos. o Dr. Ehlers trabalhou de (1955-1956), partindo para os EUA também. ficou o Dr. Oséias Florêncio de Moura (1956) na direção e mais tarde, por um breve período de tempo, o Dr. Russel T. Smith (1956-1957).

Em 1962, o número de leitos foi elevado para 40, embora a capacidade do prédio continuasse a mesma. Foi estabelecido o serviço de Pronto Socorro e também o Banco de Sangue, mas a situação financeira era crítica, pois os poucos recursos obtidos eram todos empregados no atendimento das pessoas carentes e também dentro do próprio hospital.Os administradores tudo fizeram para melhorar as condições gerais da instituição.

Em 1962, o médico brasileiro formado na Argentina, Dr. Zildomar Deucher (1962-1972), aceitou o chamado para vir a Belém e no dia 03 de maio daquele ano, assumiu a direção tendo a seu lado como administrador o Dr. Nicanor Reuchembach (1963-1967). Implantou-se o plano “Garantia de Saúde” e novo impulso foi dado à instituição em todos os aspectos.

Este período foi marcado pela abertura de um plano de auxílio para jovens adventistas que desejavam estudar Medicina em Belém, e esta medida possibilitou a preparação de um grande número de profissionais e obreiros do setor médico e que serviram o HAB e hoje estão espalhados em nossas instituição no Brasil e no mundo. O Hospital Adventista de Belém cresceu. Foi construído um novo prédio, com apartamentos confortáveis, que possibilitou a triplicação do número de leitos, novos consultórios e escritórios que receberam instalações mais adequadas. Foi inaugurado em 1970 e tornou-se assim mais prestigiado e conceituado devido a vinda de novos equipamentos, aparelhos modernos e sofisticados para cirurgia, laboratórios, Raios X, etc.

Em 1970, o Pr. Aldo Carvalho, foi chamado para ser o capelão, dedicando-se à assistência espiritual aos pacientes internados e funcionários. Com isso, demonstrou-se o reconhecimento da importância de um Pastor dentro de uma instituição médica para proporcionar o melhor atendimento espiritual possível e pregar a mensagem adventista aos interessados.

Surgiu a Escola de Auxiliar de Enfermagem que foi fruto da união de esforços do Hospital Adventista de Belém com o Instituto Adventista Grão Pará (IAGP), durante a direção do Dr. René Gross (1974-1977) e que tinha como diretora a Enfermeira Iracy Toledo, desde sua fundação. Esta escola passou a oferecer aos jovens uma oportunidade de se prepararem tecnicamente para o sagrado mister junto ao paciente bem como ao hospital a possibilidade de possuir profissionais mais capacitados e treinados.O Pr. Milton Gressler ao lado do Dr. René continuou impulsionando o trabalho e dinamizando as atividades gerais do Hospital.

Com a chamada do Dr. Alaor José Toledo e do administrador, Pr. Irineu Stabenow logo enfrentaram uma fase financeira muito difícil e, em meio a esta grande crise, cortaram todos os convênios com o INAMPS, procuraram dinamizar mais o setor de Garantia de Saúde, firmaram alguns convênios com empresas e conseguiram os recursos necessários para que fossem ampliados o Pronto Socorro (Consultório e Recepção), e Maternidade (Centro Cirúrgico, Pré-Parto, Berçário), o Setor de Reabilitação, um prédio para abrigar os setores burocráticos, a implantação do sistema de informática, o Necrotério e também modernizaram a área externa com estacionamento, etc.

O Pr. Aldo Carvalho permaneceu na Capelania até 1977 quando se aposentou. Por aproximadamente um ano o Dr. Henrique Tavares, chefe do Departamento Pessoal ficou responsável pela realização dos cultos matutinos. Sentindo a necessidade de uma melhor assistência espiritual ao paciente e aos funcionários, foi chamado o Pr. Haroldo Julio Seidl (1978-1980) que começou um novo serviço e organizou o Departamento Espiritual. Em 1979, com a chegada da Obreira Bíblica Heloisa Helena Guedes, formou-se a equipe para dar assistência interna e externa aos interessados.

Em 19 de maio de 1979, foi realizada a Primeira Cerimônia Batismal do HAB, com o Batismo de nove ex-pacientes, familiares e uma funcionária. A partir daí sucederam-se muitas cerimônias e começou-se uma série de programações diversas, aquisição de materiais e equipamentos. Com a saída do Pr. Haroldo J. Seidl estiveram à frente do Departamento Espiritual: Heloisa Helena Guedes (1981), o Pr. Paulo Emílio Marski (1978-1987) e o Pr. Arthur Modro Jr. (1988). De 1979 a 1988, o HAB levou ao batismo 378 pessoas sendo cumprido o propósito para o qual esta instituição foi estabelecida: levar o Evangelho aos doentes e sofredores.

o Dr. Merari Reinert ao lado do Pr. Irineu Stabenow, engajou-se no amplo trabalho de mudanças e renovações. Em 1989, quando 35 anos de existência são comemorados, foram construídos um novo Centro Cirúrgico com amplas e moderníssimas instalações, cinco salas de cirurgia e capacidade para seis cirurgias simultâneas e uma Central de Esterilização. Estão em fase de acabamento o Centro de Terapia Intensiva (CTI) com 10 leitos e mais 13 novos apartamentos. É hoje um hospital grande, moderno e bem equipado para servir a todos os que buscam o lenitivo para as dores físicas e espirituais.

Diretores Clínicos

Elmer Bottsford (1953-1955);
Gunther Ehlers (1955-1956);
Oséas Florêncios (1956);
Russel T. Smith (1956-1957);
Jetro Carvalho (1958-1961);
Zildomar Deucher (1962-1972);
Daniel J. dos Reis (1972-1973);
René Gross (1974-1977);
Alaor José de Toledo (1978-1985);
Merari Reinert (maio/1985- ).

Diretores Administrativos

Leon Harder (1953-1956);
Benedito Kalbermatter (1956);
Norman Meyer (1957-1959);
Claudomiro Fonseca (1960-1961);
Wilson A. Ávila (1962);
Nicanor Reichenbach (1963-1967);
Isaías Andrade (1967-1968);
Paulo Stoehr(1969-1970)
Jurandir R. de Oliveira (1971);
Wolfgang Von Maack (1972-1973);
Milton Gressler (1974-1977);
Irineu Stabenow (1978- ).

Bibliografia

Informações fornecidas por Heloísa Helena Guedes; Joaquina Cordeiro; Keyla Margareth Correia em 4 de novembro de 1994; Olga Streithorst, Leo Halliwell na Amazônia, (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979).