Leo Blair Halliwell

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Foto de Leo Halliwell com esposa e filhos
Foto de leo Halliwell com Jessie

HALLIWELL, LEO BLAIR (1892-1967). Missionário da obra médica no Brasil. Nasceu no dia 15 de outubro de 1892, em Odessa, Nebraska. Aceitou a mensagem do advento através dos esforços de O. O. Bernstein e tornou-se instrutor bíblico em Iowa. Durante esse tempo, organizou uma Escola Sabatina que se desenvolveu na igreja de Charles City.

No dia 3 de outubro de 1916, casou-se com Jessie Rowley, e da união conjugal nasceram dois filhos: Jack e Marian. Em 1921, ele e sua esposa foram chamados para servir no Brasil, onde trabalharam por 38 anos.

Depois de sete anos no Estado da Bahia, o casal Halliwell foi chamado para o Leste depois para o Norte do Brasil onde havia apenas três membros da IASD na imensa área ao redor de Belém. Em uma viagem exploratória de barco e canoa ao longo do Rio Amazonas, o jovem missionário consternou-se ao descobrir a pobreza, a superstição e as doenças do povo daquela região.

Profundamente impressionado, Halliwell fez um apelo para conseguir uma lancha que alcançasse os dois milhões de habitantes ao longo de 40 mil milhas de rios navegáveis formadores da Bacia Amazônica. Os fundos foram doados pelas Sociedades dos MV da América do Norte e da América do Sul.

Após gastar parte do tempo de sua licença, em 1930, fazendo um curso sobre doenças tropicais, Halliwell retornou ao Brasil e fez o projeto de um barco medindo 30 pés de comprimento por dez de largura. De picareta na mão, ele mesmo saiu pelas matas da Amazônia para construir a estrutura do barco.

Também instalou o motor e a fiação e começou a pilotar a sua clínica aquática por 30 anos, a “Luzeiro”, subindo e descendo as mil milhas de rio entre Belém e Manaus, cobrindo mais de 12 mil milhas por ano. Leo e Jessie atenderam mais de 50 mil brasileiros e índios, vítimas de doenças tropicais e outras, assim como espalharam a mensagem adventista entre grande número de pessoas.

A princípio, os nativos ribeirinhos assustaram-se diante da imensa “canoa”, mas o som da música do fonógrafo logo os fez sair de seus esconderijos extasiados. Assombraram-se, também, com o efeito do quinino sobre a malária que dizimava suas aldeias.

A princípio Halliwell comprava medicamentos com os poucos recursos da missão. Mais tarde, recebeu suprimento de médicos e farmácias dos EUA e dos departamentos de saúde pública dos Estados do Pará e Amazonas.

Um de seus grandes serviços foi alertar o governo brasileiro para o fato de que seu povo é mais importante do que seus recursos naturais e a compreensão de que o estado de saúde do povo poderia decidir sobre a futura prosperidade do país. Em reconhecimento aos serviços prestados por Halliwell, o governo brasileiro premiou-o com a distinta Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.

Em 1942, sem recursos disponíveis, Halliwell realizou um sonho há muito tempo acalentado quando abriu uma pequena clínica em Belém com apenas um médico brasileiro. Em 15 anos tornou-se num bem equipado hospital de 40 leitos.

Com a idade de 65 anos, Leo Halliwell aceitou um chamado para o Rio de Janeiro, a fim de supervisionar agora o bem desenvolvido trabalho de lanchas médicas adventistas na América do Sul.

Faleceu no dia 19 de abril de 1967, aos 74 anos de idade, na Califórnia, Estados Unidos.

BIBLIOGRAFIA: Leo B. Halliwell, Light Bearer to the Amazon (Nashville, TN: Southern, 1945); Idem, Light in the Jungle (Abridged); The Story of Leo and Jessie Halliwell’s Mission Along the Amazon (Mountain View, CA: Pacific Press, 1959); Olga S. Streithorst, Leo Halliwell na Amazônia (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979); Katie Tonn Oliver, Lightbearer to the Amazon, Hall of Faith Series (Boise: ID: Pacific Press, 1987); SDA Encyclopedia (ed. 1995), ver “Halliwell, Leo B.”.