Manoel João Braff

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Foto de Manoel João Braff
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Foto de Manoel João Braff - 1933

MANOEL JOÃO BRAFF (1910-1998). Pastor e professor. Nasceu em 9 de abril de 1910 em Santo Antônio da Patrulha, RS. Filho de Paulo João Calvo e Guilhermina Carlota Hans Braff.

Possuía cinco irmãos, sendo eles: Luiz, João Pedro, Afonso, Almerinda e Elvira. Com exceção da última, todos foram batizados na Igreja Católica.

Apesar de sua mãe ser católica, mantinha alguns costumes protestantes. Seu pai, como católico não praticante, era indiferente em relação a assuntos religiosos. Desta forma, Manoel foi criado com um senso religioso por parte de sua mãe.

Mais tarde, estudou em uma escola paroquial. Foi no mesmo período que conheceu a mensagem adventista através da compra de livros do colportor João Borda. A partir daí, começou a estudar a Bíblia por conta própria e a questionar os eclesiásticos da paróquia.

Batizou-se no dia 2 de abril de 1928 na Igreja Campestre (hoje Campo Velho) pelo pastor Abraão Classem Harder. No ano seguinte, auxiliou o pastor Gustavo Storck em uma série de conferências realizada em Santo Antônio da Patrulha, RS. Nesta conferência, iniciou o namoro com Mercília Ramos de Oliveira, enquanto dava estudos bíblicos.

Casou-se no dia 10 de agosto de 1931 com Mercídia de Oliveira Braff. Da união matrimonial nasceram oito filhos (Uma menina morreu logo após nascer): Merlinton João, Milton João, Mirtie Marisa, Menalton, Malda Marli, Malton, Malti Mary, Maltimarí e Milda Mailand.

Deu continuidade aos estudos em 1932 no recém fundado Colégio Cruzeiro do Sul, IACS, em Taquara, RS. Sendo que um dos seus professores foi José Mendes Rabello. No fim do mesmo ano foi colportar em sua terra natal.

Em 1933 foi convocado ao serviço militar. Por mais que contrariasse sua vontade, decidiu permanecer firme em sua fé, guardando os princípios adventistas.

Após concluir o serviço militar naquele ano, comprou uma chácara na periferia de São Paulo, SP e construiu uma vila, instalando casas para alugar. Porém, no mesmo ano, recebeu um decreto do Ministério da Guerra isentando-o a ser soldado adventista do serviço militar. Como conseguira o sábado livre e havia perdido o ano letivo, continuou nas fileiras do Exército. No período atuou como sinaleiro-telefonista além de prestar serviço de cabo. No mês de agosto deu baixa do quartel como reservista de primeira categoria.

Em 1934 fez um curso intensivo no Colégio Adventista Brasileiro (atual UNASP-SP).

Ao voltar do Colégio, fez o curso unificado de Educação Física e Fisioterapia na Escola Superior de Educação Física em Porto Alegre, RS. Pouco depois do início das aulas, foi convidado para lecionar no curso primário do Colégio Cruzeiro do Sul (atual IACS) em Taquara, introduzindo o magistério no dia 17 de abril de 1935. Quatro anos depois, assumiu a direção da escola de Rolante e no dia 5 de agosto do mesmo ano foi ordenado ancião da igreja.

Em 1941 diplomou-se em licenciatura em Educação Física. Nesse mesmo ano lecionou Educação Física no Ginásio Adventista de Taquara.

Realizou os dois primeiros anos do curso Teológico no IAE (UNASP-SP) e concluiu em Colanges, França. Em sequência, recebeu o convite para compor o quarteto da Voz da Profecia, onde deixou cerca de 300 hinos gravados.

Enquanto cantava na Voz da Profecia, recebeu um chamado para fazer estágio na Suíça. Em seguida, partiu como missionário nas ilhas de Cabo Verde e exerceu a função de presidente da União Sahel. Após nove anos em território africano, retornou à Suíça e ocupou a função de de presidente da Federação Suíça Romande.

Retornou ao Rio Grande do Sul em 1944, empenhando-se no evangelismo da sede. Dois anos depois, decidiu empregar-se no comércio como viajante e por um tempo se desviou dos princípios cristãos. A mudança de ramo não deu certo e em seguida, tentou outros trabalhos seculares e fracassou em todos.

Decidiu voltar para o campo missionário e o dia 17 de fevereiro de 1948, fundou a Escola Adventista de São Lourenço, RS.

Em 1950, recebeu chamado para lecionar e atuar como preceptor do Ginásio Adventista de Taquara.

De 1951 a 1954 assumiu a Associação Sul- Riograndense como pastor distrital de Palmeira das Missões, RS.

De 1954 a 1956, foi pastor distrital de Carazinho, RS.

No dia 12 de janeiro de 1957, foi ordenado ao ministério. Em seguida, foi transferido para Floresta, RS.

Em 23 de janeiro de 1959, recebeu chamado para Dourados, MS, onde permaneceu até 1960. Em seguida, assumiu o distrito de Três Lagoas, MS.

De 1962 a 1964, pastoreou o distrito de Joaçaba, SC. No ano seguinte, atuou no distrito de Chapecó, SC.

Em 21 de março de 1964 foi a Concórdia encaminhar um suposto penfigoide para levá-lo ao Hospital do Pênfigo em Campo Grande, MT (atual Campo Grande, MS). Os médicos de Concórdia atestaram tratar-se de pênfigo, mas se tratava de psoríase.

De Campo Grande o pastor foi visitar seu filho Merlinton em Dourados. Chegou com o doente ao Hospital do Pênfigo em 4 de abril de 1964. Devido a Revolução de 31 de Março, era proibido expressar ideologias. Enquanto explicava a um companheiro de viagem (de ônibus) o motivo por que era anticomunista, estava sendo observado. Desta forma, ao chegar em Vila Brasil (atual Fátima do Sul), recebeu ordem de prisão como se fosse comunista. A cadeira se localizava em Dourados, onde hoje se funciona o Corpo de Bombeiros.

Dia 7 de abril de 1964 Braff foi preso em Dourados por suspeita de ser político partidário de João Goulart, presidente deposto a 1º de abril. O Professor Celso Müller do Amaral descobriu o equívoco quando viu Braff dando lições bíblicas aos outros.

Como sua nora, Nélsia, era escrivã eleitoral de Dourados, foi informada pelo professor Celso quanto a prisão do parente. Provada a sua inocência no dia 10 do mesmo mês, dirigiu-se novamente à Joaçaba.

De 1965 a 1969, foi pastor do distrito de Criciúma, SC.

Aposentou-se em 1971 e mesmo assim continuou atuando na igreja em diversos setores. Mudou-se para Bom Retiro, SC. Reabriu o Escola Adventista de Bom Retiro e lecionou até 1973.

Em 1974 mudou-se para Laranjeiras do Sul, PR.

Após a aposentadoria, atuou como pastor voluntário e participou de aberturas de igrejas e escolas.

Em 1984 mudou-se para Primavera do Leste, MT.

Faleceu no dia 26 de agosto de 1998, aos 88 anos de idade, em Primavera Leste, MT.

BIBLIOGRAFIA: Acervo do CNMA, Biografia de Manoel João Braff, Revista Adventista, junho, 1945, 11; BRAFF, Manoel João. Biografia do Pastor Braff. Editora Sireima; Dourados, MS, 2013.